domingo, fevereiro 28

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Sigmund Schlomo (Nathanson) Freud – um judeu sem Deus

                 
         
                        Tânia Nigri *
Sigmund Freud nasceu Sigismund Schlomo Freud[1] em 1856, em Freiberg, na Morávia, à época parte do Império Austro-Húngaro. Sigismund era um nome germânico, cuja raíz Sieg, significa vitória e Schlomo –Salomão, nome hebraico escolhido em homenagem ao seu avô recém-morto – um costume tipicamente judaico/ashkenazi[2] - esses dois nomes traduzem o grande paradoxo entre a vida judaica tradicionalista e a emancipação dos judeus em meados do século XIX – refletindo, também, o contexto histórico e cultural vividos pela família de Freud, por ocasião de seu nascimento.
                 Ele era o primeiro filho de Amalie Nathanson e Jacob Freud, que já havia se casado duas vezes[3], tendo dois filhos do primeiro matrimônio: Emmanuel e Philippe. Da relação com sua terceira esposa, Amalie, Jacob teve mais oito filhos: Freud, Julius, Anna, Débora, Marie, Adolfine, Pauline e Alexander.
                 Os pais de Freud eram judeus, oriundos da Tismênica (Tysmenitz), pequena cidade na Galícia Oriental (hoje, parte da Ucrânia), em que a comunidade judaica era bastante numerosa, um verdadeiro Shtetl[4], onde se praticava a tradição ortodoxa, se estudava o Talmude, a Cashrut[5] era observada, as festas judaicas celebradas e o iídiche[6] o principal meio de comunicação entre seus membros – o que os isolava fortemente das comunidades locais. Jacob, por ser mercador, realizava muitas viagens, o que o fez ter contato com um universo mais arejado culturalmente, o que se refletia dentro do universo familiar.
                   Em 1848, ao assumir o poder na Áustria, o imperador da Austro-Hungria, Francisco José, que foi o soberano durante boa parte da vida de Freud, se deixando influenciar por grande parte dos ideais iluministas, passou a garantir plenos direitos aos judeus austríacos. Foi em meio a essas novas liberdades que nasceu Freud – inserido em uma família que se assimilava gradativamente, abandonando algumas tradições judaicas de outrora. Enquanto seus pais e avós falavam e escreviam em iídiche, Jacob fazia seus negócios em alemão, mantendo, entretanto, alguns ritos e celebrações de seu povo, que eram seguidos, mais como eventos culturais, do que religiosos.
                   Mantinha-se claro o sentimento de pertencimento ao povo judeu, mas abandonava-se, dia após dia, muitos ritos da ortodoxia religiosa, mantendo-se apenas os mais tradicionais, como a circuncisão[7], que acontece no oitavo dia de nascimento e representa o pacto perpétuo entre Deus e seu povo – Freud foi circuncidado  e a data foi  registrada na Bíblia da família, assim como o seu nascimento.
                     Em outubro de 1859, Jacob e a família deixam Freiberg, instalando-se em Leipzig. Transcorrido um ano da primeira mudança e não tendo obtido êxito em sua situação econômica, a família transfere-se para Viena[8], estabelecendo-se em Leopoldstrasse, uma espécie de gueto judaico superpovoado, onde famílias, por vezes, dividiam o mesmo apartamento[9]
                  Em Estudo autobiográfico de Freud, elaborado em 1925, Freud informa: “Nasci em 6 de maio de 1856 em Freiberg, na Morávia, um pequeno povoado do que hoje é a Tchecoslováquia. Meus pais eram judeus, e eu segui sendo-o”   –  anos depois  Freud declara que sempre foi um descrente e educado sem nenhuma religião, embora não sem respeito pelo que denominou padrões éticos da civilização humana[10].
                    A educação de Freud se deu de forma laica, mas seus pais lhe transmitiram o judaísmo de forma oral, contando-lhe passagens da Bíblia e as histórias do povo judeu. Paralelamente ao estudo convencional, ele estudou o Velho Testamento e teve algumas vagas noções de hebraico com o professor Samuel Hammershlag, de quem se tornou amigo. Esse conhecimento pode ser constatado pela familiaridade com que o pai da Psicanálise recitava passagens do Antigo e do Novo Testamento, não obstante afirmasse estarem as Escrituras “cheias de contradições, revisões e falsificações”[11].
                     Amalie Freud conectava seus filhos aos costumes milenares da religião, não apenas falando iídiche[12] [13] com eles, mas através do preparo de pratos tipicamente judaicos nas festas religiosas, que foram  objeto de algumas referências nas cartas trocadas com Eduard Silberstein, ocasião em que Freud alude aos rituais gastronômicos, deixando claro que datas proeminentes como o Rosh Hashaná (Ano Novo Judaico), Yom Kipur (dia do Perdão), Pessach (Páscoa Judaica) e Purim (Salvação dos judeus do ministro-chefe do Rei Persa) eram, de fato, comemoradas em sua casa. 
               Em correspondência trocada com a namorada Martha, que se tornaria sua mulher, Freud assinala “Ainda que o modo de viver em que os antigos judeus se sentiam felizes já não proporcione proteção, algo do núcleo, da essência desse judaísmo cheio de sentido e de vontade de viver não estará ausente de nosso lar” – tal assertiva demonstra seu sentimento de pertencimento – ele jamais recusou o seu judaísmo, no qual via não apenas suas raízes, mas uma verdadeira fonte de energia psicológica[14] – quanto a Deus, entretanto, afirmava que Ele teria sido criado pelo homem, diferentemente da pregação de que foi Ele quem o criou a sua imagem e semelhança[15].
                Freud demonstrava ser mais antirreligioso do que ateu, insistindo em afirmar que seu judaísmo nada tinha a ver com religião, sendo uma conexão meramente cultural. Em carta ao amigo, pastor protestante e psicanalista Oskar Pfister[16], chegou a se afirmar um “judeu ateu” e um “herege incurável", asseverando ser a ciência, ela sim, uma verdadeira emancipação para o seu povo.
                Quando ainda era estudante, Freud chegou a afirmar: “Não pretendo me entregar [à ideia da existência de Deus]”, parecendo bastante firme e seguro em seu ateísmo. Ao conhecer Franz Brentano, um ex-padre que permanecera crente e lhe ministrava aulas de Filosofia na Universidade de Viena[17], Freud escreveu a seu amigo Silberstein, em 1874: “Eu, o médico e empirista sem Deus, estou assistindo a dois cursos de filosofia (...). Um desses cursos- veja só!  - trata da existência de Deus, e o professor Brentano, que dá as aulas, é um homem esplêndido, erudito e filósofo, embora julgue necessário apoiar a etérea existência de Deus com  sua exposições[18].
            As preleções de Brentano sobre “a etérea existência de Deus” constituíram-se em enorme desafio intelectual a Freud, que chegou a questionar sua descrença, confessando-as para Silberstein[19]:
Não escapei de sua influência – não sou capaz de refutar um simples argumento teísta dos que constituem o corolário de suas deliberações (...).Ele demonstra a existência de Deus de forma tão pouco tendenciosa e tão precisa quanto alguém que argumenta a respeito da vantagem da onda sobre a teoria da emissão.
É desnecessário dizer que sou apenas um teísta por necessidade, e honesto o bastante para admitir minha impotência diante desse argumento; contudo, não tenho a intenção de me dar por vencido tão rápida e completamente. Durante os pr[óximos semestres, pretendo fazer um exame meticuloso de sua filosofia e, nesse ínterim, suspender o julgamento e a escolha entre o teísmo e o materialismo. Por enquanto, deixei de ser um materialista e ainda não sou um teísta” [20].
            Durante os inúmeros reveses de sua própria vida, Freud afirmava: “Não adianta discutir com o destino.” Max Schur, médico que o tratou durante os dolorosos anos de sua doença, afirmou que durante o tratamento Freud seguia “completamente isento de queixas e reclamações, sempre comovedoramente grato por qualquer alívio” que ele lhe pudesse proporcionar. Essa atitude era absolutamente coerente com as posições propaladas por ele acerca das religiões e de Deus – que não passavam de ilusões, representando tentativas ilusórias e até infantis de mitigar a angústia, frente ao destino e às dificuldades da vida.                  
              Numa das cartas trocadas com o amigo protestante Oskar Pfister[21], Freud provocou:
Em termos terapêuticos, só posso invejá-lo quanto à      possibilidade de sublimação em direção à religião. Mas a beleza da religião certamente não pertence à psicanálise. É natural e pode permanecer assim que, na terapia, nossos caminhos se separem. Bem à parte, por que nenhum de todos estes devotos criou a psicanálise, por que foi necessário esperar por um judeu completamente ateu?
       Pfister, por sua vez, responde a Freud:
   Por fim a pergunta: por que não foi um devoto, mas um judeu                    ateu que descobriu a psicanálise. Ora, porque devoção ainda não    significa gênio de descobridor, e porque os devotos em boa parte           não foram dignos de produzir estes resultados. Aliás, o senhor    primeiramente não é judeu, o que lamento muito na minha admiração desmedida por Amós, Isaías, Jeremias, do poeta de Jó    e de Eclesiastes; e em segundo lugar o senhor não é ateu, pois      quem vive para a verdade vive em Deus, e quem luta pela libertação do amor, segundo 1 João 4.16, permanece em Deus.       Se o senhor se conscientizasse e experimentasse a sua inserção      em processos mais amplos, o que a meu ver é tão necessário       como a síntese das notas de uma sintonia beethoveniana para      formar a totalidade musical, eu gostaria de dizer também do      senhor: ‘jamais houve cristão melhor’.
    Para Freud, a religião seria a defesa dos homens contra o desamparo, constituindo-se em verdadeira ilusão, vez que ela apresenta-se inapta, incapaz de proteger o homem da inexorabilidade e da impessoalidade das forças da natureza. A psicanálise, sua obra venerada, deveria se desembaraçar de tudo e de qualquer particularismo, seja este de ordem política, nacional, religiosa e étnica[22] para ser reconhecida como ciência.   
      As últimas duas décadas de vida foram especialmente sofridas para Sigmund Freud. As catástrofes por eles sofridas aliadas ao seu ateísmo geraram um Freud “cansado de viver” e ele parecia bastante consciente da sua falta de recursos espirituais para persistir em tempos de crise. Depois da morte da filha Sophie, assinalou: “Não sei o que mais há para se dizer. Trata-se de um evento tão paralisante, que não se consegue pensar em mais nada depois, quando não se é um crente”.
                     Quando o nazismo abateu-se sobre a Alemanha e a Áustria, Freud se viu obrigado a emigrar com a família para a Inglaterra e, em meio a esse clima, ele se volta para a figura de Moisés - o líder que livra o povo judeu da opressão egípcia, lançando a ideia de que Moisés seria, em verdade, egípcio, logo, o monoteísmo dos hebreus seria uma forma de religião egípcia, o que foi mal recebido nos círculos judaicos e cristãos.
                    O ateísmo de Freud é vastamente discutido e investigado, não apenas por historiadores e biógrafos, mas, sobretudo, em trabalhos psicanalíticos. Françoise Dolto, grande personagem do Freudismo, chegou a afirmar que “Freud nada teria inventado” se tivesse ficado” fechado em sua religião judaica”: É porque Freud saiu do seio de sua religião, porque se sentia filho espiritual da Grécia humanista, porque tinha fobia de Roma, a católica (isto é, sentia inibição e angústia ao pensar em Roma),  que ele descobriu a psicanálise. Ele nunca teria realizado essa invenção se tivesse aceitado as respostas prontas, tanto da religião, quanto da ciência médica, para explicar o ser humano”.[23]
         Muitos pensadores da psicanálise sustentam que circunstâncias pessoais da vida de Freud, ao longo de sua infância e adolescência, teriam lhe privado da sensação de proteção. Pouco antes de nascer e durante seus primeiros anos de vida, muitas mortes e perdas ocorreram em sua família -  seu avô paterno, seu tio e seu irmão Julius faleceram[24] , sua babá desapareceu abruptamente, ainda pequeno, mudou de cidade pois seu pai perdera o emprego, seu tio mais próximo foi preso por contrabando - esses acontecimentos teriam dissipado a credibilidade de Freud em pessoas que pudessem dar forma a uma representação de Deus que fosse crível - em suas próprias palavras, “não há nenhuma Providência” para prestar atenção nele. A consolidação final dessa descrença teria decorrido da adoção de métodos científicos para a construção da sua psicanálise, implicando em rejeitar tudo o que não fosse provado cientificamente, observando-se, entretanto, que Freud, ao longo de sua vida, esteve em constante transformação, o que somente não se observou em relação à questão religiosa, mantida rígida desde 1897 até seus derradeiros dias - ao contrário de sua teoria, o pensamento religioso não se alterou até o dia de sua morte.

Tânia Nigri faz Psicanálise no Centro de Estudos Psicanaliticos

                      Referências Bibliográficas:

BIRMAN, Joel. Discurso freudiano e tradição judaica in http://www.scielo.br

BREGUER, L. Freud: O lado Oculto do Visionário. Editora. Manole, São Paulo, 2000.

CATALDO-MARIA, Thiago Marcellus de S.; WINOGRAD, Monah. Freud e Brentano: Mais que um Flerte Filosófico.Psico, [S.l.], v. 44, n. 1, dez. 2012.

ERNST L. Freud, Heinrich Meng  (orgs.) -Cartas  entre Freud  &  Pfister (1909-1939) Um  diálogo  entre a psicanálise e a fé cristã, Editora Ultimato, V i ç o s a ,  1998.
FREUD, S. – Conferência n1: Introdução à psicanálise (1916) – Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, volume XV, Imago Editora Ltda, Rio de Janeiro, 2006.
____ A repressão (1915) - Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, volume XIV, Imago Editora Ltda, Rio de Janeiro, 2006.
____ O inconsciente (1915) - Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, volume XIV, Imago Editora Ltda, Rio de Janeiro, 2006.
Fuks, B. Freud e a judeidade: a vocação do exílio, Jorge Zahar Ed, ,– Rio de Janeiro, 2000.
JR., Armand M. Nicholi, Deus em Questão – CS Lewis e Freud debatem deus, amor, sexo e o sentido da vida, Editora Ultimato, Viçosa, 2005.
LAPLANCHE, J. – PONTALIS, J.B. – Vocabulário da psicanálise, Ed. Martins Fontes, São Paulo 2008.
RIZZUTO, Ana-Maria. Porque Freud rejeitou Deus. Uma interpretação psicodinâmica, Editora Loyola, São Paulo, 2002
ROUDINESCO,Elisabeth,e PLON, Michel. Dicionário de Psicanálise, tradução de Vera Ribeiro, Lucy Magalhães,Jorge Zahar Ed., Rio de Janeiro,1998.







[1] Depois de adulto, Freud aboliu o Schlomo e abreviou Sigismund para Sigmund.
[2] Os judeus ashkenazim dão a seus filhos os nomes dos ascendentes falecidos, alguns por crerem no restabelecimento da alma e a maioria deles, por honra e recordação do morto. Os judeus sefaradim, por sua vez, costumam homenagear os avós vivos.
[3] Em 1832 Jacob casou-se com Sally Kaner e com ela teve dois filhos, tendo ela falecido em 1852. Após a morte de sua esposa, Jacob teve um novo e breve casamento, sem filhos, tendo desposado, em 1855, Amalie, ano em que Jacob já era avô de John, filho de seu filho Emanuel -  Freud, portanto, nasceu já como tio.
[4]Shtetl eram as povoações/bairros de cidades com uma população predominantemente judaica, principalmente na Europa oriental, antes da Segunda Guerra Mundial.
[5] Termo que se refere às leis alimentares do judaísmo.
[6] Língua ou dialeto do alemão falada pelos judeus ashkenazis,  a partir do século X,  na Europa central e oriental, se espalhando por outras regiões com a emigração de seus praticantes.
[7]A circuncisão tem enorme simbolismo, representando o ingresso do recém-nascido na comunidade  judaica, sendo um forte sinal de pertencimento e identidade.
[8] Viena, que se situava entre a Europa Oriental e Ocidental representava a fronteira de dois mundos e no caso judaico, de duas subculturas. De um lado, o shtetl, a pobreza - mas também a tradição, a borbulhante emoção. Do outro lado, a erudição e a sofisticação. Para um judeu russo ou polonês mudar-se para Viena simbolizava uma ascensão social. Para usar uma imagem do próprio Freud: se Paris ou Londres eram o superego, o shtetl era o id e Viena o ego.
[9] BREGER, L. Freud: o lado oculto do visionário. São Paulo: Manole, 2000.
[10] In Carta à Sociedade Judaica Bnai Brit (1926).
[11] Armand M. Nicholi, Jr. Deus em Questão – CS Lewis e Freud debatem deus, amor, sexo e o sentido da vida.
[12] O Iídiche também é conhecido como mame loschen (língua materna).
[13] Freud, quando criança, exprimiu muitas de suas alegrias nessa língua, colecionando, anos mais tarde, chistes judaicos, mencionados em “Os chistes e sua relação com o Inconsciente”, onde demonstra familiaridade com a ética judaica e o domínio do idioma - Como disse Max Kohn em “Freud e o Iídiche, o Pré Analítico”, Freud teria dito: "Meu inconsciente fala em iídiche
[14] Fuks, Betty Bernardo. Freud e a judeidade: a vocação do exílio / Betty Bernardo Fuks – Rio de Janeiro:Jorge Zahar Ed, 2000.
[15] Ao ser indagado por Max Graf, pai do "Pequeno Hans", sobre a possibilidade de batizar seu filho, educando-o como cristão, ante o recrudescimento do antissemitismo, Freud retrucou: “Se não deixar seu filho crescer como judeu, vai privá-lo dessas fontes de energia que não podem ser substituídas por nada. Ele terá que combater como um judeu, e o senhor deve desenvolver nele toda a energia de que precisará para esse combate.  Não o prive dessa vantagem”.
[16]  Não obstante houvesse grandes diferenças religiosas entre ambos, eles se corresponderam por quase trinta anos, se tornando, com o tempo, amigo de grande parte dos “Freud”, especialmente de Anna que, num depoimento em 1962 informou que Pfister teria se aproximado de seu pai através de Jung, e as cartas trocadas por ambos tratavam de religião e psicanálise. Em 1927, Freud publica O Futuro de uma Ilusão, em que repele a religião, sob todas as suas formas e diluições e anuncia, em correspondência a Pfister que sua obra foi adiada ao máximo por temer que o amigo se sentisse constrangido com a publicação, ao que Pfister responde: "sua rejeição da religião não me traz nada de novo. Um adversário de grande capacidade intelectual é mais útil à religião que mil adeptos inúteis", escrevendo, ele mesmo, após um ano, "A Ilusão de um Futuro", uma espécie de réplica às idéias de Freud.
[17] Freud inscreveu-se em suas aulas de Filosofia, não obstante elas não fossem obrigatórias para o curso de Medicina.
[18]   No decorrer dessas aulas de Filosofia, Freud e seu amigo Paneth escreveram ao mestre, objetando algumas das suas idéias deístas, ao que Brentano os convidou a sua casa para maiores discussões, que impressionaram sobremaneira o pai da psicanálise, que mais uma vez escreveu a Silberstein qualificando seu professor de “um homem notável, (um crente, um teólogo (!) e um darwinista, e um sujeito incrivelmente inteligente; na verdade, um gênio), em muitos aspectos um ser humano ideal”.
[19] RIZZUTO, Ana-Maria. Porque Freud rejeitou Deus. Uma interpretação psicodinâmica São Paulo, Editora Loyola, 2002
[20] Thiago Marcellus de S. Cataldo-Maria, Monah Winograd - Freud e Brentano: Mais que um Flerte Filosófico.
[21] Ernst L. Freud, Heinrich Meng  (orgs.) -Cartas  entre Freud  &  Pfister (1909-1939)
Um  diálogo  entre a psicanálise e a fé crista,V i ç o s a ,  M G : Ultimato,  1998 Cartas entre Freud e Pfister - Um diálogo entre a psicanálise e a fé cristã (1909/1939).pg.84/85.

[22] Discurso freudiano e tradição judaica – Joel Birman in http://www.scielo.br.
[23] ROUDINESCO,Elisabeth,e PLON, Michel. Dicionário de Psicanálise, tradução de Vera Ribeiro, Lucy Magalhães. Rio de Janeiro:Jorge Zahar Ed., 1998.
[24] A morte de seu irmão lhe marcou psiquicamente por toda vida.

quinta-feira, novembro 5

Novo objeto de desejo: a máquina de waffle Star Wars -Produto indica quando a comida está 'indo para o lado negro da força

Gosta de waffles? E de "Star Wars"? Então prepara-se para conhecer seu mais novo objeto de desejo: com a sétima edição da saga prevista para ser lançada no próximo mês, os fãs agora podem ampliar sua coleção de produtos ligados aos filmes.
A máquina de waffle Death Star é um utensílio de cozinha kitsch. Segundo o fabricante, "Em apenas alguns minutos, você terá de deliciosos waffles dourados, bons o suficiente para destruir um planeta".
A máquina cria waffles no formato da icônica base espacial do Darth Vader. Luzes indicadoras mostram quando a comida está no ponto ou, como descreve o fabricante, "indo para o lado negro" (da força).

Fonte:http://oglobo.globo.com/ela/novo-objeto-de-desejo-maquina-de-waffle-star-wars-17969564