sexta-feira, novembro 30

FILOSOFIA

"Nós estamos sós, sem desculpas. É isso que eu exprimo quando digo que o homem está condenado a ser livre. Condenado porque não se criou a si próprio e, por outro lado, livre porque, uma vez lançado no mundo, é responsável por tudo aquilo que faz"


Jean-Paul Sartre in O existencialismo é humanismo

Um comentário:

Anônimo disse...

Cara Tania:

Arrogância minha querer adicionar algo a essa frase de Sartre, mas... o ser humano além de ser responsável pelo que faz, também é responsável pelo que imagina que faz.

Você escreveu que possui "doces lembranças da infância, quando uma simples roupa tinha o condão de nos transformar naquilo que imaginávamos... tão bom, tão irreal!!!" Discordo do "irreal!!!", talvez tenham sido algumas das experiências mais verdadeiras que alguém já tenha vivido.

E nós somos responsáveis por elas, por guardá-las em nossos corações para permitir que a gente faça da liberdade a que estamos condenados uma fonte de alegria.

Como escreveu Vinícius de Moraes em "A felicidade":

"A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve mas tem a vida breve
(...)
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho pra fazer
A fantasia de rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira"

Legal mesmo seria tentar estendê-la um pouquinho mais, como cantava Tim Maia em "Canário do reino":

"Em qualquer rua de qualquer cidade
Em qualquer praça de qualquer país
Levo o meu canto puro e verdadeiro
Eu quero que o mundo inteiro
Se sinta feliz"

Afinal, já que a felicidade voa tão leve, "precisa que haja vento sem parar".

Um abraço, Hans Bintje