quarta-feira, janeiro 9

EXPOSIÇÕES

Círculos Virtuais, peça de madeira e inox: ilusão de movimento- Julio Le Park


ATÉ 17 DE FEVEREIRO: Um dos expoentes da arte contemporânea do país, Maria Bonomi apresenta mais de 30 de suas principais obras na mostra individual DE VIÉS. Sua extensa produção reúne diversas técnicas: xilogravuras, litogravuras e gravuras feitas sobre metal, além de assinar grandes painéis, esculturas, instalações, pinturas, figurinos, cenários e obras públicas.MUSEU OSCAR NIEMEYER, R. Marechal Hermes, 999, tel. (41) 3350-4400, Curitiba, PR.

ATÉ 3 DE FEVEREIRO: A mostra YOKO ONO - UMA RETROSPECTIVA apresenta elementos diversificados da carreira da artista japonesa, abarcando trabalhos realizados desde a década de 60. Ao todo, são mais de 170 itens, entre objetos, fotos, filmes, músicas e instalações. Uma das mais reconhecidas personalidades internacionais, Yoko Ono procura questionar em seus trabalhos o conceito de arte e do objeto de arte abordado pelos artistas contemporâneos.CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL, R. Álvares Penteado, 112, tel. (11) 3113-3651, São Paulo, SP.

ATÉ 26 DE JANEIRO: Com seus jardins psicodélicos, a pintora carioca Beatriz Milhazes brilha entre os artistas contemporâneos mais bem-sucedidos do país. Suas sete novas obras, três colagens e quatro telas, abusam de um jogo de sedução baseado no exagero de cores e formas. Trazem também muitas referências tipicamente brasileiras, como o excesso de detalhes do barroco e a exuberância das alegorias carnavalescas, caso da tela Modinha. Tudo traduzido em um estudo pictórico sério, alinhado às tendências internacionais. Repare nas obras com linhas verticais e horizontais, que cortam os formatos circulares dominantes: até pouco tempo atrás, Beatriz evitava esses traços para não romper com o movimento das composições. Rua Fradique Coutinho, 1500, Vila Madalena, 3032-7066. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 17h- São Paulo.

ATÉ 13 DE JANEIRO: Na seleção de oitenta peças, criadas por 45 nomes consagrados, o curador cubano Osbel Suarez prova ser possível construir um parque de diversões com obras de arte. Lado a lado, estrelas da ordem de Alexander Calder, Giacomo Balla, Salvador Dalí e Julio Le Parc juntam-se numa aula bastante completa sobre o desejo constante de somar movimento à produção artística. Isso tanto de forma literal, com recursos mecânicos e elétricos, como por meio de efeitos ópticos. Conhecer o cinetismo na arte envolve uma entrega à marola gostosa sugerida por Keiji Kawashima em sua instalação. Ou uma caminhada junto ao jardim de finas varas de metal feito por Jesús Rafael Soto. Sem contar as peças coloridas, como Ley de la Buena Forma, feita em 1968 pelo espanhol Eusebio Sempere (1923-1985). Instituto Tomie Ohtake. Rua Coropés, 88, Pinheiros, 2245-1900- São Paulo.
ATÉ 31 DE JANEIRO: Julio Le Parc. Argentino de Mendoza, nascido em 1928 e radicado em Paris desde 1958, Julio Le Parc não se contenta em acolher o espectador com sua arte cinética – aquela que incorpora o movimento e confunde o olhar. Desde a década de 60, ele mantém um forte ativismo político. No seu mundo ideal, as coisas só fazem sentido se puderem ser desfrutadas por todos, sem restrições. É assim na mostra individual em cartaz na Galeria Nara Roesler. Os vinte trabalhos expostos, antigos e recentes, abusam de efeitos ópticos, como espelhos e dispositivos mecânicos. Numa sala escura, uma luz especial multiplica reflexos nas paredes. Em meio às estrelas projetadas, brilha Le Parc, um dos raros latino-americanos merecedores do Grande Prêmio da Bienal de Veneza, em 1966.Galeria Nara Roesler. Avenida Europa, 655, Jardim Europa, 3063-2344. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 15h - São Paulo.
ATÉ 04 DE MAIO: A visão do Brasil nunca mais foi a mesma depois da publicação de Casa-Grande & Senzala, em 1933. Na sua obra-prima, o antropólogo pernambucano Gilberto Freyre (1900-1987) desenvolve um surpreendente ensaio sociológico sobre a identidade nacional. Dos relatos dos senhores de engenho às receitas das escravas quituteiras, ele moldou sua controversa teoria do país mestiço, idéia que o perseguiu por toda a vida. O cenário da mostra reproduz sua casa e acolhe o visitante com a intimidade tão cultivada pelo homenageado. Somos convidados a espiar gavetas, conferir armários, abrir a geladeira, acionar o microondas até. Vieram da Fundação Gilberto Freyre, do Recife, muitos documentos pessoais e cartas trocadas com amigos. Isso sem contar as 27 pinturas, que revelam um Gilberto Freyre desconhecido do grande público. Difícil não ter vontade de comer pudim de macaxeira depois do passeio. Museu da Língua Portuguesa. Praça da Luz, s/nº (Estação da Luz), 3326-0775, Metrô Luz. Terça a domingo, 10h às 18h. R$ 4,00. Grátis aos sábados - São Paulo.



ATÉ 28 DE ABRIL: De caráter retrospectivo, a individual do pernambucano Paulo Bruscky pontua a trajetória desse pioneiro da produção conceitual no Brasil. Com 158 itens, entre vídeos, livros, postais e fotografias, a mostra Ars Brevis revela um criador cheio de ironia, sempre à margem das instituições culturais. O próprio artista guarda, em seu misto de apartamento e ateliê, no Recife, as peças feitas ao longo de quatro décadas. Quem já o visitou garante que o endereço, por si só, é uma obra de arte. Fruto de uma pesquisa de dez anos da curadora Cristina Freire, o conjunto reunido diverte o espectador com boas doses de irreverência. Em 1978, por exemplo, Bruscky circulou pelas ruas no papel de homem-placa, em cujo cartaz se lia: "O que é arte? Para que serve?". São também provocadores os retratos da série Persona, de 1993, modificados digitalmente ou por colagens. MAC-USP. Rua da Reitoria, 160, Cidade Universitária, 3091-3039. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, 10h às 16h. Grátis. - São Paulo.

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