sexta-feira, janeiro 4

HENRI CARTIER- BRESSON

Quai de Javel (Ragpickers), Paris, 1932

Gold Sale- Beijing, China- 1949
Liberation of Dessau Camp

Henri Cartier Bresson
Sou uma apaixonada por fotografias. Quem convive comigo se irrita com o meu costume, quase obsessivo, de registrar coisas do dia a dia, aparentemente sem nenhuma expressão.
Ontem recebi um e-mail do Jaquinho com uma resenha, retirada de um blog, sobre Henri Cartier-Bresson e achamos que seria uma bom assunto para o "Rostinhos Bonitos", daí encaminhamos uma mini-biografia do gênio da fotografia para vocês se deleitarem...esperamos que vocês gostem tanto quanto nós!
Cartier Bresson nasceu no dia 22 de agosto de 1908, na França, filho de pais de situação financeira relativamente abastada, sendo presenteado quando criança, com uma câmera fotográfica Box Brownie com a qual produziu inúmeros instantâneos, tornando-se com o passar dos anos, um dos mais importantes fotógrafos do século XX, sendo considerado por muitos, o pai do fotojornalismo.
Sua obsessão pelas imagens levou-o a testar uma câmera de filme 35mm. Além disto, Bresson também pintava e foi para Paris estudar artes em um estúdio. Em 1931, aos 22 anos, Cartier-Bresson viajou para a Africa, onde passou um ano como caçador. Porém, uma doença tropical obrigou-o a retornar à França. Foi neste período, durante uma viagem a Marselha, que ele descobriu verdadeiramente a fotografia, inspirado por uma fotografia do húngaro Martin Munkacsi, publicada na revista Photographies (1931), mostrando três rapazes negros a correr em direção ao mar, no Congo.
Quando eclodiu a Segunda Grande Guerra, Bresson serviu o exército francês. Durante a invasão alemã, Bresson foi capturado e levado para um campo de prisioneiros de guerra. Tentou por duas vezes escapar e somente na terceira obteve sucesso. Juntou-se à resistência francesa em sua guerrilha pela liberdade.
Quando a paz se restabeleceu, Cartier-Bresson, em 1947, fundou a agência fotográfica Magnum junto com Robert Capa e outros grandes fotógrafos da época. Começou também o período de desenvolvimento sofisticado de seu trabalho. Revistas como a Life, Vogue e Harper's Bazaar contrataram-no para viajar o mundo e registrar imagens únicas. Da Europa aos Estados Unidos, da India à China, Bresson dava o seu ponto de vista especialíssimo. Tornou-se também o primeiro fotógrafo da Europa Ocidental a registrar a vida na União Soviética de maneira livre. Fotografou os últimos dias de Gandhi e os eunucos imperiais chineses logo após a revolução cultural. Na década de 1950 vários livros com seus trabalhos foram lançados, sendo o mais importante deles "Images à la Sauvette", publicado em inglês sob o título "The Decisive Moment" (1952). Em 1960, uma megaexposição com quatrocentos trabalhos rodou os Estados Unidos em uma homenagem ao nome forte da fotografia.
No site da Fondation Cartier Bresson, com sede em Paris, há uma descrição feita pelo próprio Bresson sobre o significado da câmera fotográfica em sua vida, que transcreveremos abaixo:
"For me the camera is a sketch book, an instrument of intuition and spontaneity, the master of the instant which, in visual terms, questions and decides simultaneously. In order to “give a meaning” to the world, one has to feel involved in what one frames through the viewfinder. This attitude requires concentration, discipline of mind, sensitivity, and a sense of geometry. It is by economy of means that one arrives at simplicity of expression.
To take a photograph is to hold one’s breath when all faculties converge in a face of fleeing reality. It is at that moment that mastering an image becomes a great physical and intellectual joy.
To take a photograph means to recognize – simultaneously and within a fraction of a second– both the fact itself and the rigorous organisation of visually perceived forms that give it meaning.
It is putting one’s head, one’s eye, and one’s heart on the same axis"
Henri Cartier-Bresson
FONTE: http://www.henricartierbresson.org


Um comentário:

jaquinho / jackl disse...

É isso aí Taninha !
O blog estava precisando mesmo de cultura, aliás.. muita cultura !
Não que comer e beber não sejam coisas boas e prazerosas, mas 1 boa arte, seja pintura, fotografia, cinema, teatro etc.. é fundamental. Eu fico feliz pela citação que vc fez a mim e fico + feliz ainda ter estar contribuindo para que o Blog cresça em todos os sentidos.
Bjs com carinho, jaquinho.