segunda-feira, janeiro 28

O GRITO DE MUNCH


O quadro em elevada segurança, após ter sido recuperado.

Ontem fizemos um dos nossos programas prediletos:passamos horas dentro de uma livraria, folheando livros, olhando fotografias neles estampadas, e acabamos "caindo" num belo livro sobre Edward Munch.
Meu filho menor ficou horrorizado com a expressão estampada no quadro, e na hora de dormir veio pra minha cama dizendo que estava como medo do "grito".
Tentei acalmá-lo, explicando que aquilo havia se tornado assustador pra ele, em razão da sua sensibilidade em captar na imagem de Munch, o desespero do personagem (eu confesso que amo o quadro, mas ele também mexe demasiadamente comigo!).
Acordei hoje disposta a pesquisar, com mais detalhes, a história do "Grito"e vou compartilhar as minhas descobertas com vocês.
Descobri algumas coisas de que não sabia, como o fato de ter o regime nazista classificado Munch como artista degenerado, retirando toda a sua obra de uma exposição na Alemanha, além de ter um crítico de arte considerado a sua obra, e em particular "O Grito", tão perturbador que aconselhou mulheres grávidas a evitar a exposição.
De acordo com o site: www.galeriamalivillasboas.com.br, recentemente teria sido desvendado o motivo do grito, pintado com tamanho realismo, em 1893.
De acordo com o site, há um ano atrás, a revista Sky Telescope, especializada em astronomia, tornou pública a pesquisa de três cientistas, liderados pelo físico e astrônomo DON W. OLSON, da Universidade do Texas, com a ajuda de computadores da última geração e farta documentação.
"Em 26 de agosto de 1883, um terremoto de proporções apocalípticas, tirou do mapa a ilha vulcânica de KRAKATOA, em Java, na Indonésia. Foi a maior Tsumani do século 19. Foram tantas lavas e ondas gigantes, antes do mar engolir toda a ilha que até em Nova York, os efeitos do sismo foram sentidos. O New York Times registrou que o horizonte da cidade tingiu-se de escarlate, manchando o céu e as núvens, e uma estranha fuligem cobriu a cidade, deixando as pessoas temerosas.
Munch passeava com dois amigos pelo caminho de MOSSEVEIN na zona portuária de Oslo, quando os reflexos da tsumani, na Indonésia alcançaram os céus da Noruega. Crepúsculo como aquele nunca vira. “De repente, ficou rubro anotou o artista em seu diário” e uma profunda melancolia e tensão se apossou de mim. Curvei-me sobre a mureta para apreciar as nuvens cor de sangue a língua de fogo que passava sobre os FJORDS. Meus amigos foram embora e eu fiquei só, trêmulo e ansioso, como se tivesse ouvido um grito cortante e interminável atravessando a natureza.O pintor nunca esqueceu aquela tarde, prometendo a si mesmo que no momento oportuno reproduziria aquele instante em uma tela.
Finalmente, quase 10 anos depois, em 1893, o quadro foi pintado como parte de um trabalho “A FRISA DA VIDA”, derivado de experiências pessoais do artista. A este trio de cientistas é que a História da Arte deve essa descoberta".
O FURTO DO QUADRO
No dia 12 de fevereiro de 1994, o quadro foi levado da Galeria Nacional de Oslo, em pleno dia, por um grupo de pessoas que deixou uma mensagem agradecendo a ausência de segurança.
Três meses depois, os criminosos enviaram um pedido de resgate ao governo norueguês, exigindo um resgate no valor de um milhão de dólares norte-americanos, o que foi recusado pelas autoridades .
Pouco tempo depois, em 07 de maio, o quadro foi recuperado numa ação conjunta da polícia local com a Scotland Yard.
No dia 22 de agosto de 2004, a versão exposta no Munch Museum foi levada num assalto à mão armada, juntamente com a Madonna do mesmo autor. O Museu ficou à espera de um pedido de resgate, que nunca chegou.
Em Abril de 2005 foi preso um homem que tinha ligação com o crimem, surgindo depois alguns rumores de que os assaltantes teriam queimado o quadro como forma de eliminar as provas do ilícito.
Em 31 de agosto de 2006, a polícia norueguesa encontrou os quadros , mas os danos causados foram qualificados como "irreparáveis" por especialistas em pinturas.
As telas, danificadas durante seu desaparecimento, estão sendo expostas antes de ser iniciada a restauração.

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