terça-feira, dezembro 2

LOVE WILL TEAR US APART
























Imagino que praticamente todos vocês conheçam e já ouviram “Love will tear us apart” do Joy Division e provavelmente consideram essa canção um clássico (ou “crássico” se preferirem) dos nossos tempos...eu particularmente concordo com vocês. Acontece que essa canção sempre me tocou muito e de certa forma seus versos estão sempre presentes (adormecidos às vezes), em muitas das minhas lembranças e talvez por esse mesmo motivo, sempre prestes a “tocar” dentro de mim.

No finalzinho dos anos 80 eu era adolescente e claro que eu preferia Joy Division a New Order. Obviamente isso acontecia porque não haviam outras opções pra mim, a não ser minha própria tristeza. Ai, como era difícil... E lá estavam os versos de “Love will tear us apart” numa espécie de caderninho de anotações que eu carregava pra todos os lados. O que me faltava (e até hoje me falta), era a experiência com esse sentimento que motiva canções e sensibiliza as pobres almas atormentadas como a minha: o amor. Sentimento tão humano e ao mesmo tempo tão divino. E foi assim que comecei a me preparar pro pior. Descobri cedo que amar dói, só não poderia imaginar o quanto, mas não dava pra cantar a canção do Joy Division inocentemente, sem imaginar o que ainda estava por vir.

A história dessa canção é bem conhecida: o casamento de Ian Curtis estava agonizando (eles já haviam decidido se separar mesmo), quando ele resolveu colocar um ponto final em sua epiléptica história (Setembro de 1979). O Joy Division iria excursionar nos Estados Unidas e a carreira da banda prometia trazer muito sucesso e glamour para todos, mas isso parecia não aliviar em nada as dores de Ian e assim “Love will tear us apart” foi escrita como um bilhete de despedida à sua quase-futura-ex-esposa-e-súbita-viúva, Deborah. Ian se suicidou e o resto todo mundo já sabe. Esse “bilhetinho” se tornou a canção do Joy Division que mais fez sucesso.

Já ouvi diferentes versões para essa música e acredito que isso ocorra não pelo fato dela ter sido um sucesso comercial tão grande, mas sim por conta de seus versos que expressam muito bem aquele mal estar que envolve toda situação amorosa em estado de calamidade. Ilustrando: “Why is the bedroom so cold? You’ve turned away on your side” (Por que nosso quarto está tão frio? E você deitada ao meu lado, virada pra parede), ou melhor ainda: “Just what something so good just can’t function no more, when love, love will tear us apart, again” (por que algo tão bom simplesmente não funciona mais, quando o amor, o amor vai nos dilacerar, novamente).

Eu penso que quem não se emociona ou no mínimo ouça com um pouquinho mais de atenção, “Love will tear us apart”, talvez ainda não experimentou o inferno e o céu que é amar alguém. Eita situaçãozinha braba! “When routine bites hard and ambitions are low and resentment rides high, but emotions won’t grow. And we’re changing our ways, taking different roads, then love, love will tear us apart again” (Quando a rotina nos engole e ambições já não existem mais, enquanto ressentimentos aumentam mas emoções não crescem. Estamos mudando nossos caminhos, tomando estradas diferente, então o amor, o amor vai nos dilacerar novamente).

O pior é que sempre desconfiei que Ian Curtis estivesse certo. De uma forma ou de outra, para o bem ou para o mal, o amor sempre nos dilacera. Mas se isso significa estar viva, que venha a dor, o sangue e a felicidade então.

Texto retirado do site:http://www.darksp.com.br/andlovwill.html

19 comentários:

Claudia Pimenta disse...

oi tania! apesar do love tears us apart, vale muuuuuuito a pena... principalmente, qdo isto já não mais acontece! amar rules! bjs!

Sr. Insônia disse...

Tânia,
adorei a lembrança dessa música.
Acho que todo mundo que está nos "mid 30's" tem lembranças (boas ou ruins) com essa música.
Já vi que vou ficar cantarolando a música até o fim do dia... :-)

Claudia disse...

Tenho essa música no meu MP4 e ouço todos os dias, também foi marcante na minha adolescência, mas hoje como uma quarentona muito mais desencanada, prefiro New Order pra poder dançar.
Aquela tristeza da adolescência ficou lá atrás junto com o frescor da juventude. rs

Beijos

Lais disse...

Nossa, eu acabei de ouvir essa música!!!
Coincidência!
Eu ouvi a versão de um cantor chamado Patrick Stump, eu acho bem legal!
;)

A Madrasta Má disse...

Eu não conhecia mas adoro estas histórias por trás das bandas, tbém amei a tradução se parece com uma parte da minha vida! Bjinhos da Madrasta!

Lauren disse...

adoro esta música. ela é bem melancólica, por isso prefiro ouvir em momentos mais tristes.
a foto das estátuas foi que mais ficou perfeita com a canção. linda!
bjokassss

Fire disse...

Que história triste e linda ao mesmo tempo!
Eu não sabia da história por trás da música...
Amei o post e pra mim, a melhor parte definitivamente é o final, onde o autor fechou com chave de ouro:

"O pior é que sempre desconfiei que Ian Curtis estivesse certo. De uma forma ou de outra, para o bem ou para o mal, o amor sempre nos dilacera. Mas se isso significa estar viva, que venha a dor, o sangue e a felicidade então"

Marta De Divitiis disse...

Bonito e muuuuito triste... E o amor dilacera mesmo, às vezes, infelizmente...

Helena Castro disse...

adorei o post e vou lá no you tube agora ouvir essa musica que não estou me lembrando qual é!!!!!!

beijos

Prissyrj disse...

Dá pra filosofar uma vida inteira com essa música.....

Guima disse...

ótimo post!
bjs
Guima

Tô aprendendo... disse...

òtimas lembranças!!! ;)
dá até dor no peito!

Zíngara disse...

Essa canção me dá frio na barriga.

Ouvi muito Joy Division ao lado do meu melhor amigo, que era apaixonada e não-correspondida. Bons tempos, mesmo com esse impasse!

Adorei a homenagem, beijos, Zin!

[mega] Paulo Mamedes disse...

Morrer de amor é táão rock & roll!

Cristina Uetake disse...

Sempre gostei de New Order tb, mas Joy Division é imperdível, um clássico do anos 80! Ótemo post... amei! Bjuuuuuus

Ice Ice Baby disse...

pior q é a mais pura verdade..mais cedo ou mais tarde ele nos separa mesmo...

:-(

bjs chuchu

Douglas Russano Romeu disse...

LOVE IS IN THE AIR (acho que alguem ja deve ter coment)

Segunda impressão disse...

Legal! Não conhecia não...
Bjss.

Cris Ventura disse...

Ai, menina, chorei! Ufiiiiii...Claro que essa música fez parte da minha vida...E pecisamos dialogar e agir para que o amor não acabe...ou para que ele acabe e recomece...Bjs! Snif, Snif...