terça-feira, outubro 13

Como era o esconderijo de Anne Frank?




por Mário Araújo para Mundo Estranho.

Chamado de "anexo secreto", o refúgio da alemã Anne Frank ficava nos fundos do prédio da empresa do pai da garota, em Amsterdã, na Holanda. Foi lá que sua família e outras quatro pessoas, todos judeus, viveram clandestinamente, numa tentativa de se esconder dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. E foi de lá também que Anne registrou, em seu diário, o angustiante dia-a-dia das pessoas que viviam no local. As narrativas do diário terminam três dias antes de o lugar ser descoberto. Em 4 de agosto de 1944, os moradores do esconderijo foram levados para o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. Anne - então com 15 anos - e sua irmã Margot morreram de tifo no campo de Bergen-Belsen, na Alemanha, em 1945. Apenas o pai, Otto Frank, sobreviveu - foi ele o responsável pela publicação do diário da filha, que vendeu mais de 30 milhões de exemplares no mundo até hoje, fazendo de Anne um ícone do genocídio sofrido pelos judeus.

Cotidiano silencioso
A vida sigilosa de judeus que se escondiam de Hitler

Armário discreto

"Ninguém jamais suspeitaria da existência de tantos cômodos por trás daquela porta cinza e lisa", escreve Anne em 9 de julho de 1942. Logo após a família Frank se mudar para o anexo, uma estante de livros foi erguida na frente da porta, tornando o esconderijo um local quase invisível

O anexo secreto

"O esconderijo ficava no prédio do escritório do papai", registra Anne em 9 de julho de 1942, o dia em que a família Frank se mudou para lá. O edifício tinha dois andares, com escritórios, moinho e depósito de grãos. Na parte de trás estava o "anexo secreto"

Distúrbios no sono

"A hora de dormir começa sempre com enorme agitação. Cadeiras são arrastadas, camas puxadas, cobertores desdobrados...", Anne escreve em 4 de agosto de 1943. À noite, a sala comum virava o quarto da outra família que morava lá, os Van Pels, e de Fritz Pfeffer, amigo dos Frank

Fast food

Meia hora era o tempo máximo para o almoço - era quando os funcionários do armazém estavam fora e rolava de fazer um pouquinho de barulho. O cardápio, em geral, era baseado em batatas, enlatados e sopas, que os amigos da família compravam no mercado negro e deixavam, na surdina, no refúgio

Banho semanal

Só rolava de tomar banho aos domingos, de manhã. Como não havia chuveiro por lá, o banho era de canequinha, dentro de uma tina com água aquecida. Cada um usava um local diferente. Anne, por exemplo, o tomava no "espaço toalete do escritório"

Querido diário

Anne fazia seu dever de casa logo após o almoço. Seus estudos se dividiam entre línguas, história, taquigrafia ou qualquer outro curso que se pudesse comprar por correspondência. Isso rolava em seu quarto ou na sala comum. Era nesse horário também que Anne escrevia seu diário

7 comentários:

Tute Braga disse...

Nooooossa! Que interessante!
Muito boa essa "matéria"!!! hehe
E não sabia que ela era tão culta!
=)

Beijosss

Menina Morango disse...

poxa a Anne realmente foi um ícone desse crime contra a humanidade, muito triste a história dela..
Nunca li o diário, mas já ouvi falar muito e desde novinha sempre tive vontade de comprar...
Eu não sabia que o pai havia sobrevivido, achava que toda a família dela havia morrido e que o livro havia sido publicado por terceiros...
bjs!

Kleide disse...

Olá!!!
Minha filha comentou a respeito do livro. Tb não sabia que o pai havia publicado. Esta e outras tantas histórias (reais) nos fazem ver o quanto afortunados somos por não vivermos dias ruins e tenebrosos!! que Deus tenha sempre misericórdia de nossas vidas, pelos dias que iremos ainda passar.

Tamyres Ferreira disse...

Genteeeeeee!!

Esse foi um dos livros que mais marcaram minha vida.
Peguei "O diario de Anne Frank" no empréstimo da biblioteca da escola onde estudei....
Foi uma volta ao tempo fantástica, as palavras daquela garota... poxa me lembro de cada detalhe do livro....
Ótima leitura, e trite história

Abração

Tamy disse...

Essa fase da história me comove muito... muito crueldade... beijos

myirna gabryella disse...

Uma história comovente...
quanta crueldade.
vou ver se acho o livro porai.....rsrsrsrs
Bjks adolei "matéria".

Imagens & Palavras disse...

Acabo d ler o diário. Estou mto impressionada! Custo a acreditar ...